Estou ciente de que os dados fornecidos são exclusivamente para cadastro mencionado no formulário. Após finalização, os dados serão armazenados pela Contabs Assessoria Empresarial, de forma segura, apenas com a finalidade de manter histórico de atividades realizadas e sem hipótese de transmissão a terceiros, conforme Lei Nº 13.709 - Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) Para mais informaes, voc pode visitar nossa Poltica de Privacidade.
HÁ MAIS DE 34 ANOS NO MERCADO




Preço da carne vai subir? Entenda o cenário para 2026


A perspectiva da pecuária de corte para 2026 é de uma menor oferta de animais para a comercialização, o que pode resultar no aumento do preço da carne. De acordo com Marcelo Martins, coordenador de Pecuária da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), este é um cenário cíclico no setor, chamado “ciclo pecuário”, que acontece em média a cada 6 anos, induzido pela relação entre oferta e demanda.

O maior indicativo da tendência de redução da oferta de animais é o significativo aumento de fêmeas abatidas (vacas e novilhas) desde 2022, mas sobretudo ao longo de 2025. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) chegou a divulgar que, no segundo trimestre do ano passado, o número de fêmeas abatidas chegou a superar o de machos, o que não acontecia desde 1997, o início da série histórica. 

De acordo com Marcelo Martins, no acumulado de 2025, dos cerca de 40 milhões de bovinos abatidos no Brasil, quase 17 milhões foram fêmeas, o que corresponde a 43%. Este é considerado um volume muito elevado, porque boa parte dessas fêmeas deveria ser reservada para a reprodução nas fazendas de cria. Normalmente, de 12 a 36 meses após esse elevado abate de novilhas e vacas ocorre uma redução na oferta de bezerros, com consequente elevação dos preços.

Para o coordenador de Pecuária da Emater-MG, as fêmeas já começaram a fazer falta nos plantéis em 2025, o que indica que elas passarão a ser retidas, provavelmente a partir de 2026 e 2027, para iniciar um novo ciclo de reprodução. Outro cenário decorrente disso é a menor oferta de bezerros, que fez com que o preço da cabeça também já tenha começado a valorizar em 2025, podendo variar positivamente entre 30% e 35% até o fim de 2026. Por este motivo, Marcelo Martins acredita que, para os produtores precavidos que quiserem comprar bezerros, esta é a última “janela” de preços atrativos.

Já para vender o boi gordo para abate, a menor oferta de animais para os terminadores em 2026 fará com que, a partir do fim do ano, o preço da arroba esteja mais elevado. Enquanto 2025 marcou um ano de recuperação de preços na pecuária de corte brasileira, com a arroba sendo vendida no fim do ano passado, em média, a R$ 315, no fim de 2026 esse valor pode alcançar entre R$ 380 e R$ 400. De qualquer forma, 2026 ainda será desafiador para o confinador, que estará repondo o plantel com bezerros mais caros no mercado e vendendo boi gordo ainda em preços crescentes.

O coordenador da Emater-MG explica que essa fase de alta dentro do ciclo pecuário costuma durar três anos, sendo 2026 e 2027 bons anos para o produtor, devendo alcançar uma estabilidade de produção em 2028. Com o crescimento gradual da oferta de animais, o preço da arroba começa a cair progressivamente, o que deve alcançar a base do ciclo pecuário em 2030. E é essa necessidade de reduzir despesas e fazer caixa para o custeio da fazenda que gera a necessidade de aumentar novamente o abate de fêmeas, dando início ao ciclo de alta da arroba novamente.

Fonte: correiobraziliense