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Guerra faz diesel subir 25,7% e bate R$ 7,21, mostra levantamento


Um levantamento da TruckPag, empresa que presta serviço de gestão de frotas, mostra que o preço do diesel subiu 25,67% desde o início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, até essa quinta-feira (19/3). Com isso, o preço médio pelo litro do produto chegou a R$ 7,21.

O resultado foi apurado pela gestora de frotas por meio de dados extraídos de transações referentes a pagamentos realizados entre transportadoras e postos de combustível.

As informações se referem, exclusivamente, ao diesel S10. A consultoria frisa que os dados representam um segmento específico do mercado, dedicado a frotas, especialmente de veículos pesados.

Conforme o levantamento, em 28 de fevereiro, o preço médio do litro do diesel era de R$ 5,74, mas bateu a casa dos R$ 7,21 na última quinta.

A alta não foi uniforme pelo país. O maior aumento ocorreu no Tocantins (34,83%), o que resultou em acrescentar R$ 2,03 no preço do diesel. A alta menos significativa foi na Paraíba, com 14,72% e acréscimo de R$ 0,88 no preço do diesel.

Governo tenta redução

Enquanto isto, o governo federal toma uma série de medidas para tentar conter os ânimos para a realização de uma greve dos caminhoneiros e reduzir os possíveis efeitos inflacionários na economia como um todo.

No último dia 12, o governo anunciou a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, o que faria reduzir em R$ 0,64 o preço do litro do produto nas refinarias.

Na última quinta-feira (19/3), o Ministério da Fazenda fez uma proposta aos estados para que eles zerem a alíquota de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel importado, que representa cerca de 30% do volume consumido pelo país.

Em contrapartida, a União iria bancar metade da renúncia (R$ 1,5 bilhão/mês) dos tributo, que tem arrecadação mensal de aproximadamente R$ 3 bilhões.

Fonte: metropoles